21 junho 2012

Inexplicável ciência da humanidade

Pessoas cada vez menores se achando cada vez maiores. O tamanho de um ser humano e o que ele faz da sua vida insignificante, pode não ser tão pequeno assim.

O começo


Eu segurei suas mãos e com um enorme sorriso disse sim. Meu ensino médio estava no final, restava apenas mais um ano de provas, livros, testes e muito, muito estudo. Era dezembro e eu queria aproveitar as minhas tão merecidas férias da melhor maneira possível. Entrei no computador.  Conversei com uma grande amiga de outra cidade por horas. Contamos as novidades e procuramos por passagens de avião baratas. Enquanto me entediava no meu primeiro dia de férias, recebi o convite de algumas amigas para jantar. Aceitei.
Estava me arrumando quando uma chamada inesperada no Skype me chamou a atenção. Era a mesma amiga com que conversava antes, mas ela não estava sozinha. Quando atendi a ligação, uma voz masculina se apresentou como Daniel. Ele era seu melhor amigo e ambos se gostavam muito, digamos que, ainda mais do que só como amigos. Ela havia me falado dele inúmeras vezes e o reconheci assim que pude ver seu rosto.
Conversamos pouco, estava muito empolgada me maquiando para realmente comemorar o fim das aulas, que nem dei muita atenção para aos dois. Quando pude me sentar para começar o interrogatório que havia planejado fazer, minha carona ligou e eu tive que ir embora. Desliguei o monitor e sai.
No restaurante, contei para as meninas que tinha conhecido o Daniel, mas elas me pareceram bem pouco interessadas, então nem insisti muito no assunto. Assim que voltei para casa, a primeira coisa que fiz foi ligar o monitor e ver se ainda tinha alguém on-line na conversa. Ninguém. Coloquei meu pijama e decidi que iria ler o que haviam escrito.
Dez minutos depois e eu já estava pensando em desistir. Grande parte da conversa era composta por links de sites e fotos que a maioria eu não conseguia ver.  Resolvi dizer algo, pensei no mais sincero possível e então escrevi: “tentei ler a conversa e não consegui entender absolutamente nada! Tem alguém ai?”. Não obtive resposta. Pouco antes de fechar a conversa, um nome estranho me chamou a atenção.
Kohlerb foi adicionado a esta conversa. Pensei em me retirar daquele chat, afinal, estava me parecendo bagunça. Mal conhecia o tal do Daniel, e já havia outro com nome estranho na mesma conversa? Desisti de tentar entender e fui dormir. Acordei no dia seguinte disposta a descobri o indivíduo do nome que me parecia nada pronunciável.  Liguei o computador.
Nove horas da manhã e aquela criatura de nome estranho aparecia on-line. A verdade é que ele havia respondido ao meu comentário, e eu me sentia de certa forma incomodada. Em momento algum quis conhecê-lo e ele de repente surgiu na conversa. Confesso que não estava mais tão empolgada para conhecer pessoas estranhas e de outra cidade, mas ainda assim fui educada. Respondi o menino do nome estranho, que por acaso se chamava Bruno.
Continuamos conversando todos os dias, até que virou rotina. Os assuntos? Os mais variados: música, filme, vida, escola, faculdade... Até religião, mas esse não foi um assunto muito bem escolhido. Havia comprado a passagem para ir para a cidade que morava. Não era por sua causa, mas fiquei feliz com a ideia de sermos apresentados pessoalmente.
Pouco antes de viajar, enquanto conversávamos no Skype, comentei que nunca o tinha visto a não ser em foto. Insisti para ligar a webcam e tive uma ótima surpresa. O menino do nome estranho, que no final das contas nem era tão estranho assim, e que por acaso eu tinha me apaixonado, era dono do sorriso mais sincero que eu já tinha visto. Ele era lindo! Seu cabelo loiro, seus olhos castanhos, suas covinhas. Ele não era nada como as fotos mostravam. Nada.
Tentei controlar a cara de boba que, provavelmente, eu não consegui, e disse com um sorriso meio amarelo que as fotos eram alteradas. Ele riu e brincou dizendo que a câmera do computador é que era ruim. Já estava claro para mim, para ele, para seus amigos e para os meus, que eu estava gostando de uma pessoa que morava simplesmente 1500 quilômetros de distância de mim. Ótimo!
O avião pousou e eu pude reencontrar várias pessoas queridas. Estava muito feliz e  sabia que só o encontraria no dia seguinte, então fui aproveitar o dia para tomar sol e passear pela cidade com uma amiga. O dia seguinte chegou tão rápido que eu nem tive tempo de me preparar. Conversamos na noite anterior e os dois estavam com o coração na boca. Combinamos de se encontrar no shopping.  Dois amigos que me acompanhavam, tentaram manter alguma conversa ao longo do caminho, mas eu estava preocupada demais com tudo o que poderia acontecer.
Ele apareceu na porta de entrada no shopping, e era bem mais alto do que eu imaginei. Nos abraçamos por um longo período de tempo e enquanto sentia seu coração bater, perdi noção do espaço. Eu estava ali com ele e nada mais importava. Me senti tão segura em seus braços que nem lembrava da distância, nem todo o ano que ainda vinha pela frente. Eu estava realmente feliz. Dois dias depois, ele me propôs a mudar a forma como nos chamávamos. Não seria mais Paula, seria namorada. E enquanto eu segurava suas mãos, eu abria o maior sorriso que eu conseguia dar. E então eu disse sim.

20 junho 2012

3 palavras

o chão tremeu e o oceano dançou assim que ouviram as três palavras que havia me dito. ou então foi só uma questão de percepção daqueles apaixonados

17 junho 2012

Quando tudo está tudo bem

É tão engraçado como as coisas são, quando está tudo perfeitamente bem você se prepara para algo dar errado. As amizades vão bem, o amor vai muito bem, o trabalho vai bem, a família ta como sempre e a faculdade em greve (não exatamente bem).
Mas depois de um tempo você começa a achar problema pras coisas, voltar em conflitos antigos ou criar novos. A perfeita estabilidade meio que cansa. Em certas áreas nem tanto, mas no geral cansa sim. É como uma história de um livro que tem o equilibrio, o desequilibrio e luta para voltar a ter o equilibrio. Inicio, meio e fim. Depois de tanto tempo equilibrado, você tenta buscar o desequilibrio, só pra agitar as coisas.
E essa foi a coisa mais estúpida que eu ja tentei fazer. E talvez seja por isso que eu continuo buscando conflito com a minha "ex-irma". Eu me prometi esquecer tudo e viver minha vida, mas é quase impossível quando ta tudo tão perfeito. Além de ter que sair com ela e conviver com ela, quando seria bem mais fácil ignorar a sua existencia. Mas certas amizades em comum simplesmente não deixam. Será tão dificil ver que isso me machuca? Ver que um dia a pessoa que eu chamei de irmã, hoje eu nem reconheço mais?
Eu não sei se ela mudou ou se sempre foi assim e a nossa amizade era puro teatro. A pessoa que se tornou minha melhor amiga não foi essa. A minha "ex-irma" se importava com os outros.

27 maio 2012

Tari II

Hoje eu comemoraria o meu aniversário, mas eu estou morto. Meu mundo é conhecido como Tari, aqui, os seres que o habitam se comunicam por meio de pés flexionados, braços estendidos, joelhos dobrados, e mão esticadas. Cada pequeno movimento tem um significado diferente: o passar da cabeça por entre os braços, o estender de uma perna, o dobrar dos braços, o alternar da meia-ponta… Além dos movimentos corpóreos, as expressões faciais  também compoem o nosso vocabulário. É por isso que, pouco se fala e muito se demonstra. Conversamos por meio da dança, ou melhor,  conversávamos.

Há seis anos atrás, um grande mandão de outra galáxia tomou o nosso mundo. Hoje somos proibidos de dançar. Não temos quase nenhum poder de expressão, aqui se tornou uma verdadeira criação de robôs. Os gigantes da outra galáxia nos deram pulserias que emitem sons. Elas são conectadas a um ship que foi instalado em nossas cabeças, e o que pensamos, elas reproduzem. É quase como se não pudéssemos pensar. Nada mais nos pertence, nem os nossos próprios pensamentos, dá pra imaginar isso?

Tari ficou muito conhecida nas outras galáxias por abrigar o mais bonito dos povos. Quando chegava a noite e a lua iluminava todo o nosso pequeno mundo, o universo parava, em silêncio, para nos ver dançar. Foi isso o que atraiu os grandes mandões. Hoje são completados 6 anos desde que eu parei de dançar e 152 anos desde que nasci, mas me considero morto. Meu pai era o ancião e tudo sempre ocorreu muito bem. Nunca tivemos guerras, nem disputa, nem nenhum tipo de violência. Não fomos preparados para lutar, nem mesmo pelo nosso próprio planeta.

Pouco antes de ser liberado para o trabalho, eu deixei escapar em meus pensamentos que queria mudar a nossa realidade. Fui castigado. Mas parece que os outros tarianos me ouviram. Depois de mim, cerca de 50 outros cidadãos foram agredidos em público para “aprenderem a lição”. Descobri que não estava sozinho, não era o único que queria voltar a viver, voltar a dançar. Vi meu pai rapidamente na hora da refeição antes-tarde e soube, pela sua expressão, que aquele era o dia da mudança. Controlei meus pensamentos mais do que sabia ser possível.

Era o início da noite, a lua já estava subindo e começava a brilhar. Nos reuníamos na praça central onde todos os dias nos era lembrado o motivo (inexistente) da colonização. Eu olhei para o lado no meio da multidão, e vi muitos rostos virados para mim. Segundos depois ouvi um som. Soava tão familiar… era do meu pai. Ele estava cantando! Na verdade, seu pensamento estava. Antes que pudessem abatê-lo, me juntei a ele. O som era tão artificial, mas ao mesmo tempo tão libertador que durou pouco, até que todos estivessem cantando. O universo fez silêncio mais uma vez, mas dessa vez para nos ouvir cantar. O som era ensurdecedor para aqueles gigantes da outra galaxia, mas ainda assim, os fez dançar. Hoje completou vite e quarto horas, desde que voltei a viver.

17 maio 2012

Foi só um sonho.

Era muito cedo pra me importar quem eram os novos 'coleguinhas' de sala. A maioria eu já conhecia de anos antes, então sentei-me próxima às minhas amigas quando me deparei com seu rosto. Aqueles olhos azuis-esverdeados e aquela risada bem característica sua. Coisa de mineiro, vai entender. Ficamos amigos. Era papo vai e papo vem, e sem nem perceber nos tornamos melhores amigos. Ambos em salas novas, ambos com problemas que não eram ditos para ninguém. Era pessoal demais pra contar para qualquer um. Mas você não era qualquer um.
No carnaval nos reunimos na casa de um amigo e passamos o feriado juntos. Eram 6 amigos no total, e foi a partir dai que a nossa amizade começou a crescer. Contávamos tudo um para o outro, e o resto de nossos amigos, simplesmente não sabiam de nem um terço dos segredos. Criamos um diário, choramos juntos e rimos juntos. Sua casa era minha segunda casa. Íamos para lá passar a tarde para conversar e supostamente fazer trabalhos de escola.
Ganhei uma irmã. E era assim como nos chamávamos. A nossa amizade se tornou uma coisa tão grande, em tão pouco tempo que eu tinha medo de que qualquer coisa pudesse destruí-la, tão rápidamente, como construímos.
Me enganei quando pensei que alguém seria responsável pela destruição da mesma. Os responsáveis fomos nós.  Nos precipitamos, deixamos de dialogar como deveríamos e contar o que nos incomodava. Era tão fácil falar que algo me chateava quando aquilo não era você.
Você começou a gostar do meu melhor amigo. Passou pela minha cabeça que algo ruim poderia acontecer, mas me empenhei para que não tomasse nenhum lado na história do relacionamento de vocês. Os dois estavam felizes com aquilo. Deixei rolar. Foi praticamente impossível, contando com o fato de que sempre ouvia as mesmas histórias repetidas vezes. Viajamos juntos e foi bem legal. Desabafei coisas que só você sabe. Até hoje.
Foi emocionante sentirmos juntas o coração acelerar enquanto o avião pousava. Ri abobadamente quando assisti à sua cabeça escorregar da cadeira e te acordar com um susto. Dancei com você, e mais que isso, fui feliz com você. Foi uma viagem muito boa, até eu perceber que ela tinha sido particularmente sua. Meu namorado, meus amigos, só falavam de você. Você havia sido a novidade dessa vez, não eu. Você sabia de coisas que eu não sabia. Você era o centro das atenções. Me senti trocada, e comecei a me arrepender de ter dividido com você a única coisa que era só minha, meu segundo lar. Tudo o que tinha, eu dividia com você. Agora, até os meus amigos mais meus. Me senti sufocada e sem espaço. Sem vida sem você.
Voltamos de viagem e você, namorando o meu melhor amigo, foi capaz de traí-lo. Uma vez que me sentia perdida no meio de toda a confusão, não sabia o que fazer, mas sabia exatamente quais eram os sentimentos um do outro. Ele te amava como nunca tinha amado alguém, ou assim pensava. Enquanto pra você, aquilo não passou de uma aventura. Exigi que você contasse a verdade, sem pensar em quão ruim sua imagem ficaria para os outros. E de repente você começou a sumir da vida de todo mundo. Aqueles amigos que só falavam de você, começaram a perceber que a sua amizade não passou de um momento conveniente. Aquilo foi quase o fim da nossa amizade. Apelei. Obriguei a fazer algo que não queria. Sabia que era errado, mas não podia deixar você cometer aquele erro. Principalmente sabendo que quem podia sofrer as consequências, era eu.
Ainda assim, te defendi o quanto pude e busquei te ajudar da melhor maneira possível, a superar aquele relacionamento fantasiado que tivera. Dentro de mim, não entendia quem você estava se tornando. Mas sabia que você tinha mudado. O simples fato de ter traído alguém que você dizia ser importante, fez com que eu caísse de cara no chão e percebesse que você não era mais a pessoa que eu pensava que era.  No meu aniversário você me fez ficar na expectativa de uma baita surpresa. Nada. Meses depois você admitiu que nunca tinha feito nada, mas que queria ter feito.Percebi que a nossa amizade também não era a mesma.
Começamos a nos desentender, brigar, discutir coisas bobas. Você chegava na sala, se excluía em um canto e chorava sozinho. Não havia nada que eu falasse ou pedisse, que fizesse você me contar os motivos. Nos afastamos cada vez mais e suas atitudes, as mais simplórias, eram pura falsidade na minha visão. Passei a mudar meu modo de vê-lo e descobri que você nunca foi você. Suas palavras, seu jeito, era tudo para se sobrepor. A família perfeita, a vida perfeita, o rosto perfeito, a beleza, o corpo, a escola, o irmão. Tudo na sua vida era perfeito. Quando deixava de ser, o drama não podia ser maior. Você nunca teve uma família normal, uma vida normal, o rosto normal... Quando não era perfeito, era a pior coisa do mundo. Você nunca teve um equilíbrio. Ou o namoro estava ótimo, ou estava desabando. Meio termo. Não existe isso no seu dicionário, simplesmente.
Nossa amizade se tornou motivo de cobrança. Você me confessou o mundo, o seu mundo, e eu era responsável por cuidar dele e fazer dele um lugar bom e feliz. Era muito para pedir pra uma pessoa. Por isso, muitas vezes te decepcionei. A maioria sem querer. Uma ou outra, eu estava de saco cheio e cheguei ao ponto de não me importar. Que ponto chegamos, ein? Você me mostrou tanta coisa e me deu tanta coisa pra cuidar, que deixei de cuidar de mim para cuidar de você. Não falava o que eu sentia para não te machucar e aquilo me martelava por dias e dias. Até eu explodir por motivo nenhum.
Seu gosto pela atenção me irritava, sua voz alta, seu exagero e sua falsa felicidade eterna. Sua vida era como um filme. As coisas que você dizia não pareciam sair de você. Nada era autêntico e espontâneo, tudo era previamente calculado e pensado. Até quando você queria que parecesse atitudes impulsivas.
Você nunca foi você. Você via um dos nossos amigos felizes e tentava copiar suas felicidades, à sua própria maneira. Cada hora você tentava alguma coisa. Um menino mais velho, um amigo, um namorado a distância... Quando você vai ser você? Quando você vai se deixar sentir, e não dizer que sente pra se encaixar? Eu quero o amigo que eu conheci antes, que até hoje, foi a sua mais autentica versão. Gostava de ser criança com você. Você fazia parecer natural. Gosto da sua versão autentica.
A nossa amizade foi se torcendo ao contrário. Mesmo no dia que você me escreveu cartazes pedindo desculpa, não fui capaz de ver sinceridade. Gosto de simplicidade e aquilo foi o oposto disso, por isso não pareceu sincero.
 Tudo o que um dia eu gostei em ti, passei a detestar. Você mudou. Não te conheço mais e não sei nada da sua vida. Do seu namoro e do seu relacionamento com seus pais (confesso que é culpa deles quem você se tornou. Relação mais instável que essa, impossível), da sua faculdade...
Mas eu preciso confessar que tomei na cara. Um dia você disse que sentia minha falta e eu respondi 'também', mas não foi sincero. Hoje a situação se inverteu. Sei da sua vida por fofoca dos outros e não possuo mais a intimidade de te aconselhar a não fazer a coisa errada. De te ligar, de te confessar algo, nem de sair com você. Quem somos nós? Quem é você?
A única vez que eu me dispus a admitir e deixar lágrimas escorrem no meu rosto por saudade de você, você me disse que era recíproco, mas acho que já aprendeu a viver muito bem sem mim. As coisas não mudaram. Eu corri atrás de você, abri mão do meu orgulho, de tudo o que eu usava como escudo, e tentei ter a nossa amizade de volta. Nem sequer por uma noite. Passei a mão em sua cabeça inúmeras vezes para te ajudar, te acolher. Nunca recebi de volta. As coisas que aconteceram comigo, você não sabe. Nem nunca quis saber. Acho que para você me procurar você teria que ter uma notícia bombante. Pra pelo menos fingir que se importa, ou lembrar que se importa.
Você me contou em uma noite o que o mundo já sabia, menos eu, e vice-versa. Foi a noite das novidades. E não passou de uma noite. Você sumiu de novo. E eu voltei a pensar em você e a sentir sua falta. Acho que agora não tem muita coisa que eu possa fazer. Eu tentei ter aquele ano de volta. As conversas, as risadas, os choros. A autenticidade. O amigo que eu criei um diário e admirava por seu jeito tão único. Sinto ciúmes, ou inveja - não sei - do "resto de nossos amigos". Eles sabem de você bem mais que eu. Acho que nem entro mais nessa categoria, pra ser bem sincera. Vejo você tornando nossa amiga em sua nova irmã e vejo que minha vez realmente passou. E vejo também você tomando as decisões erradas, e não tem nada que possa fazer.
Um dia desses entrei no seu blog pra ver se você algum dia tinha postado algo sobre mim. Nada. Acho que é realmente em vão esperar por algo. Você não é o mesmo, não te reconheço. Seus valores mudaram, seu jeito, essa sua mania por grandeza. Não sei mais o que fazer. Lavei minhas mão, desisti e cansei. Se algum dia você me quiser de volta como amigo, realmente amigo, você não vai me ter mais.
Acho que admiti sentir sua falta tarde de mais. Eu me tornei qualquer um. Vai ver a gente realmente nunca foi irmãs. Vai ver não passou de um sonho.

14 maio 2012

Perfume

Como uma pessoa pode ser tão egoísta a ponto de usar um perfume tão forte, que me impede de sentir o teu, que se empregnou em meu corpo pela manhã. Perfume este, que almejo poder sentir todos os dias ao acordar e se deitar ao teu lado. Perfume que cheira amor.