Aula de fundamento da comunicação visual. Eu sei... parece coisa de louco. Objetivo da aula: faça a imagem apenas com pontos, sentindo o que ela quer passar. Utilize de pontos grossos, finos, tortos, medrosos, tímidos, exaltados, delicados e todos os outros tipos de pontos que existirem por aí.
18 abril 2012
ponto ponto ponto
Aula de fundamento da comunicação visual. Eu sei... parece coisa de louco. Objetivo da aula: faça a imagem apenas com pontos, sentindo o que ela quer passar. Utilize de pontos grossos, finos, tortos, medrosos, tímidos, exaltados, delicados e todos os outros tipos de pontos que existirem por aí.
Error 404. Você quis dizer: Ignorância.
Violência, intolerância e autoritarismo.Quem nunca ouviu falar dessas palavras, ou até mesmo viu as conseqüências de cada uma delas? Vamos combinar, elas são um tanto quanto frequentes na nossa história. Vivemos sobre a atuação delas inúmeras vezes: cruzadas, colonização, 1a e 2a Guerra, nazismo, ditadura militar... Entre tantas outros. E ainda que possam parecer distantes realidades, elas estão presentes no nosso dia-a-dia e muitas vezes não a enxergamos. Talvez pelo fato de estarmos tão cegos. Mas para e pense na Cuba, no Egito, na Faixa de Gaza e na Coréia do Norte. Viu agora? Não é preciso buscar no passado para encontrar sinais delas pelo mundo, você pode encontrá-las na escola, no trabalho ou até na sua casa.
Não existe uma definição de violência, pelo menos não uma consensual que represente ou exemplifique toda potência que essa palavra guarda. Sabemos do seu poder, mas como explicar? Já a intolerância possui um significado, afinal, ela é dos problemas mais antigos e provavelmente enraizados na cultura humana. Ela é caracterizada pela falta de habilidade ou vontade de reconhecer e respeitar o que é diferente. Não soa familiar? Se você estiver se perguntando: ‘eu sou intolerante?’, eu te respondo que sim. Em algum momento você foi ou será. Ela é como um parasita, um vírus que de repente se desperta dentro de você. Aquela palavra ou atitude simplesmente te incomodam. Advinha por quê? Porque é diferente de você.
O autoritarismo é, no entanto, um instinto de liderança que se caracteriza como a execução do poder por uma única pessoa, e esta excede no exercício da autoridade que lhe foi investida. Única pessoa, não é? Maquiavel, uma vez descreveu o comportamento que era seguido por um governo autoritário, mas isso foi no século XVI, o individualismo não era uma corrente tão forte, talvez até inexistente. Hoje o ele só sustenta essa idéia, é cada um pensando em si, e se achando o centro do universo. Além disso, eu preciso dizer que discordo dessa definição do Google.
Eles não sabem que o autoritarismo se camufla na democracia, na religião, na política e nas mídias populares. Não é mais necessariamente um único indivíduo, mas todos aqueles que se encontram no comando de um grande poder, este capaz de manipular pessoas. Todos nos guiam para o pensamento massificado nos dizendo no que devemos acreditar, gostar ou não gostar, torcer ou não torcer. Diante dessa atual situação, a intolerância aparece em parte pelos próprios cidadãos (ou seriam marionetes?), uns com os outros excluindo os que não seguem o bando.
A alienação se tornou o mais forte poder de manipulação das mídias e do governo. Com ela, quem precisa de violência? Ainda que esta não deixe de existir. Agora você deve estar se perguntando quem é o responsável pela criação dessas desprezáveis realidades, a genitora delas. E eu te apresento a ignorância. É ela, a responsável por essas três realidades existirem até hoje.
Ignorância possui dois diferentes significados, o primeiro é a ausência de conhecimento conjugada à incapacidade de se aprender o que não sabe; e o segundo é a ausência de conhecimento conjugada com a atitude de ignorar o conhecimento que lhe é apresentado. Em outras palavras: ou você é ignorante porque não tem escolha, ou porque você faz questão de ser. A massa constitiu em sua grande maioria ao segundo significado. Aparentemente ainda não aprendemos a cuidar e respeitar os nossos semelhantes, independente de sua crença, cultura ou cor de pele. Quando vamos finalmente mudar?
17 abril 2012
O Lago
Lista
- Cicatriz
- Corredor
- Falso
- Camping
- Escuro
- Beijo
- Sono
- Som
- Coração
- Medo
- Amor
- Passos
- Toque ...
inspiração e transpiração.
25 março 2012
A humilhação que virou brincadeira
Acredite ou não, mas eu estava fazendo a unha da minha prima, então a minha comemoração não passou de um grito e uma lágrima escorrida. No dia seguinte encontrei com meus amigos que também haviam passado, e comemoramos com um ovo, tinta e sinal vermelho para pedir dinheiro.
Sempre tive medo dos trotes que poderia receber. Via os veteranos embebedando os seus calouros e eu nunca gostei de beber. Na verdade, eu sempre detestei. No primeiro dia de aula, sai de casa um tanto apreensiva, levava na minha bolsa uma blusa velha no caso de receber trotes. Com o passar da semana fui ficando mais tranquila e acabei nem levando a mais a blusa.
Ainda assim, fazia questão de sair da sala o mais rápido possível, e ficava sempre muito tensa quando alguém pedia para dar um recado durante a aula. Ouvia histórias de amigas que faziam outro curso e que haviam recebido trote, todas contavam como era divertido se você levasse na brincadeira. Para mim, era humilhação.
Os veteranos faziam perguntas intimas e se você não respondesse você era vaiado. Para quem tem medo de palco, fuja dos trotes. Eles fizeram elas subirem na mesa, dançar e responder as tão indiscretas perguntas. Além de adotar apelidos ofensivos e de mau gosto. Meu medo voltou. Já estava decidida, se nos chamassem para o trote, eu fugiria. É um plano infalível, se você desconsiderar a possibilidade de receber outro trote ainda pior.
Em um determinado domingo, saiu no jornal uma noticia sobre os trotes que eram feitos na Universidade de Brasília. Ela dizia que eles deveriam ser banidos pela falta de respeito e humilhação com que eram executados. Havia uma foto acompanhando a reportagem em que era mostrado meninos ajoelhados sem camisa e sendo, na teoria, obrigados a beber. Dizia também que um dos jovem portava uma arma de choque.
Li a reportagem e fiquei horrorizada. Não sabia se era fruto de uma mídia sensacionalista, ou se era verdade. Considerei os relatos das minhas amigas e concluí que poderia ser verdade. Na segunda-feira recebi meu trote. Enquanto me pintavam, uma das veteranas conversava comigo e perguntava se estava gostando do curso. Depois de pintados, nos ensinaram a musica do curso e cantamos pelo campus. Nos fizeram dançar e nos apresentar, quem não queria, simplesmente assistia. Na hora de beber, eles perguntaram quem estava disposto e quem tinha dezoito anos.
A fila se formou e o copo foi passando. Não dava para ver o conteúdo do copo, nem sei se queria saber. Eu fechei os olhos, respirei fundo e virei o primeiro copo. Era leite.
13 março 2012
Do tubarão chupando manga ao Titanic
Uma hora era o tempo que precisávamos esperar para poder continuar a brincar. Vida de criança, na cabeça delas, é sempre injusta: tem que parar de brincar, não pode brincar ainda, tem que tomar banho, está na hora de dormir. O que eu sei, é que ficávamos na beira da piscina chupando manga do pé, esperando passar o tempo. Lembro-me que uma vez arrisquei voltar a nadar cinqüenta e cinco minutos depois. Faltavam apenas cinco minutos, pensei, mas eu rezei pela minha boca. Nada aconteceu.
Depois de comer manga, que por sinal, nunca levei muito em conta o tempo após comê-la, entrávamos nas águas do Mar Bravo. Os monstros que nos atacavam congelavam no tempo e esperavam ansiosos pela nossa volta. Éramos sete primos, e cada um inventava a história que quisesse. Um era o tubarão, que todos tentavam desesperadamente fugir dele, a outra era a sereia, que lutava contra o tubarão para proteger os passageiros do Titanic que já estava embaixo d’água.
Usávamos o limpador da piscina para tentar escalar sem cair. Era impossível. Na nossa imaginação, era na ponta dele que se encontrava a chave de um cofre individual do Titanic. Respirar fundo, segurar o ar, escalar até a ponta e pegar a chave imaginária que abriria o cofre, o último e mais fundo azulejo da piscina.
Quando conseguíamos pegar o que havia no cofre, uma pedra, enfrentávamos ninjas com poderes mágicos que jogavam água e tentavam roubar a pedra de nós. Era uma verdadeira briga. Um jogo cheio de regras e ao mesmo tempo sem nenhuma. Enquanto uns “plantavam bananeira”, outros competiam para ver quem conseguia ficar mais tempo sem respirar. Os que saíam vitoriosos iam para o salão de beleza, para concorrer ao Mis Penteado 1998. Eram cabelos enrolados até o topo da cabeça que tentávamos equilibrar para uma simples foto. A criatividade rolava solta. E a aventura só acabava quando os dedos enrugavam, a boca ficava vermelha, e o frio incomodava.